Os moradores da Rua Santa Inês, no bairro Pajuçara, em Natal, enfrentam um problema que já virou rotina e motivo de revolta: o medo cada vez que a chuva aparece. Enquanto o inverno se aproxima e a chuva costuma ser celebrada como sinônimo de fartura no Nordeste, para quem vive na região a realidade é bem diferente. Por ali, qualquer precipitação, mesmo de baixa intensidade, é suficiente para provocar alagamentos.
A situação, segundo relatos da comunidade, se arrasta há anos sem que uma solução efetiva seja apresentada pelo poder público. Uma moradora de um condomínio localizado no ponto mais crítico descreveu o drama vivido pelos residentes.
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“Eu amava a chuva. Hoje, o que sinto é medo. Há dois anos, meu apartamento, que fica no térreo, foi completamente inundado. O bloco inteiro ficou debaixo d’água. Perdemos móveis, tivemos prejuízos enormes e a água no estacionamento passava da cintura. Procuramos a prefeitura em busca de respostas, mas ouvimos sempre a mesma coisa: não há verba. Não podemos nem escoar a água para a avenida porque corremos o risco de multa. Como ficamos?”, questionou.
O problema não atinge apenas os moradores. Comerciantes da área também acumulam prejuízos a cada chuva. Estabelecimentos invadidos pela água, mercadorias danificadas e insegurança constante fazem parte do cenário enfrentado por quem trabalha na rua.
De acordo com os relatos, os transtornos ocorrem desde 2020 e, em vez de melhorias, o que se vê é o agravamento da situação. A falta de infraestrutura adequada, drenagem ineficiente e ausência de intervenções concretas transformaram o cotidiano da Rua Santa Inês em um ciclo repetitivo de perdas e frustrações.
Cansados de promessas e justificativas, os moradores cobram providências urgentes. A cada nova chuva, renova-se a indignação. Ruas alagadas, residências invadidas pela água, comerciantes contabilizando danos e uma pergunta que ecoa entre os afetados: até quando?














































