A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta segunda-feira (28), a segunda fase da Operação Amicis e cumpriu um mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão. A prisão aconteceu em um condomínio de alto padrão no bairro Emaús, em Parnamirim, na Grande Natal.
A operação é um desdobramento das investigações iniciadas em junho de 2025, durante a primeira fase da Amicis, que apura crimes tributários, fraude patrimonial, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, novas provas surgiram após a análise pericial de aparelhos eletrônicos apreendidos anteriormente. Os exames identificaram indícios de vazamento de informações sigilosas relacionadas ao cumprimento de medidas cautelares.
De acordo com as investigações, há elementos que apontam que alguns investigados tiveram acesso antecipado a detalhes da operação policial antes da deflagração oficial.
A perícia também encontrou indícios de destruição deliberada de provas digitais após o suposto vazamento. Mensagens, registros de comunicação e outros arquivos teriam sido apagados, mas parte do material foi recuperada por meio de técnicas periciais.
Com base nas novas evidências, a Polícia Civil solicitou novas medidas cautelares à Justiça, incluindo a prisão temporária de um dos principais investigados, suspeito de participação em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e estelionato.
As investigações também passaram a apontar possíveis crimes contra a Administração Pública e contra a Administração da Justiça, além de outras infrações que ainda podem ser identificadas no decorrer da apuração.
A Polícia Civil do RN informou que segue atuando no combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e a qualquer tentativa de interferência ilícita em instituições públicas. Segundo a corporação, o sigilo das operações é essencial para garantir a eficácia das investigações e proteger o interesse público.














































